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NEGOCIAÇÃO DE PREÇO DO TABACO COM AS FUMAGEIRAS ESTÁ DIFÍCIL

31/01/2014 - 16h01

Depois da retomada nas negociações do preço do tabaco da safra 2013/14, na semana passada, quando não houve acordo, nesta semana duas empresas fumageiras, voltaram atrás apresentando novos valores para o preço pago ao produtor. A primeira delas, a Universal, que não havia apresentado nenhuma proposta nas três reuniões anteriores, ofereceu 6% de aumento. Na sequencia foi a vez da Alliance One, que havia apresentado a proposta de reajuste de 5,8%, chegou agora a 6%.                                          

Para Luiz Sartor há dois discursos das fumageiras. “Eles falam em dar apoio ao produtor, mas não querem valorizar o produto. Nós vamos batalhar para chegar a 10% de aumento para essa safra”, disse Luiz.

Entenda o caso:

A retomada de negociação da safra de fumo 2013/2014 pelas  entidades representativas dos produtores de tabaco com as indústrias fumageiras nos dias 23 e 24 de janeiro em Santa Cruz do Sul foi decepcionante, o que, novamente, causou forte frustração às lideranças dos agricultores. Embora as entidades tenham reduzido a proposta inicial, que era de 11,7% para 10%, as indústrias simplesmente não se sensibilizaram.

Numa rodada com cinco indústrias; a Souza Cruz manteve os 6% apresentados no primeiro encontro, ocorrido no começo de dezembro. A JTI não ofereceu aumento linear na tabela geral, mas sim criou um sistema de precificação diferenciado para algumas classes, que inicia com índice de 1,66% para classes inferiores, chegando até 11,5% para a principal classe criada por eles – BO1 Top. O sistema adotado pela empresa de acordo com seus interesses, porém, não tem o aval das entidades.

No segundo dia, o primeiro encontro envolveu a Philip Morris, que elevou a oferta inicial de 5,5% para 6,0%. A sequencia foi na Universal Leaf Tabacos e a última foi com a Alliance One, que havia apresentado apresentou 5,8% e nessa semana diz pagar 6%.

Mesmo diante do aumento na proposta inicial, e da Universal, que não havia apresentado proposta até então, as entidades estipularam a data de 31 de janeiro para que as empresas revisem seus cálculos e apresentem propostas mais condizentes com os anseios dos fumicultores. Caso isso não aconteça, as lideranças dos produtores deverão marcar uma nova reunião para definir os rumos da comercialização da atual safra.

A representação dos produtores de tabaco é formada pelas federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag e Fetaesc) dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

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