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Nos últimos cinco dias, 25 pessoas morreram nas rodovias do Estado de SC
Policial | 19/07/2018 09:24 | Diario Catarinense | Fotos: Diario Catarinense

Com as quatro mortes registradas na terça-feira, Santa Catarina chegou a 25 óbitos nos últimos cinco dias. O número está muito acima dos períodos de feriado prolongado, quando há fluxo maior de veículos e, consequentemente, quase sempre há mais acidentes e mortes nas estradas. Além disso, nos últimos dias houve pouca chuva, fator que contribui para as colisões. 

Durante o período de cinco dias do feriado de Carnaval em 2018, quando houve dias com chuva, ocorreram 12 mortes. O mesmo número foi registrado na Operação Semana Santa deste ano, realizada no feriado de Páscoa, que também teve condições climáticas desfavoráveis. Com a soma desses períodos, o total ainda não alcança o número de óbitos registrados entre os dias 13 e 17 de julho. 

Isso porque outros feriados deste ano tiveram ainda menos acidentes fatais: no Dia do Trabalho foram 9 e Corpus Christi teve 10. Até o feriado de Ano Novo, que ainda inclui alguns dias de 2017, registrou menos 11 mortes. Apenas o último fim de semana, com 16 óbitos, já supera todos os feriados prolongados do ano. 

O inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Adriano Fiamoncini admite que é difícil explicar o aumento recente no número de acidentes. Sem motivos que pudessem causar dificuldade adicional aos motoristas, como chuva ou feriado, ele analisa que as colisões frontais continuam sendo o principal motivo das mortes nas estradas. E nisso há dois fatores importantes: imprudência dos motoristas e problema de infraestrutura das rodovias. 

— A colisão frontal é disparado o tipo de acidente que mais mata. Quase sempre começa de uma tentativa mal sucedida de ultrapassagem, ou em local não permitido ou em uma hora errada. Até porque, tirando a BR-101, todas as rodovias federais têm pistas simples com relevo acidentado e curvas íngremes. Soma-se a isso a impaciência dos motoristas, que arriscam suas vidas para ganhar cinco minutos — afirma Fiamoncini.

Questionado pela Rádio CBN Diário se boas rodovias causariam mais acidentes, conforme informações de uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Wilson Pacheco também ressaltou a necessidade de melhoria nas estradas catarinenses. De acordo com o coordenador do Núcleo Multidisciplinar de Estudos Sobre Acidentes de Tráfego, é muito mais fácil sempre condenar o condutor e que os acidentes aumentam por conta da falta de fiscalização e falta de educação. 

— Uma rodovia melhor é aquela que tem uma boa faixa de rolamento, está bem sinalizada, que tem bons condutores e com bons veículos andando sobre elas. A partir do momento em que nós temos uma falha em qualquer um desses setores, incluindo a presença do Estado, vamos continuar a ter acidentes — finaliza Wilson Pacheco. 

 
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